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Após ganhar carro em rifa, cabeleireira devolve prêmio e ajuda criança

Após ganhar carro em rifa, cabeleireira devolve prêmio e ajuda criança


Após ganhar carro em rifa, cabeleireira devolve prêmio e ajuda criança

A cabeleireira Isabel Soares, de 48 anos, ganhou um carro numa rifa, mas devolveu pra ajudar um garotinho que precisava do dinheiro pra fazer uma cirurgia cara de emergência.

A rifa solidária também era pra ajudar Akonn Verdugo, de 3 anos, que tem catarata congênita e precisava operar o olho esquerdo. Akonn corria o risco de perder a visão.

Moradora de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, no instante em que soube que tinha sido sorteada, Isabel resolveu doar o automóvel para o menino.

A mãe do garoto, Jéssica Verdugo, de 26 anos, mora em São José do Vale do Rio Preto, também no RJ e ficou surpresa.

História -

Segundo Jéssica, os problemas de visão do Akonn foram descobertos em novembro do ano passado. Quando levou o filho ao médico, descobriu que ele precisava fazer a cirurgia imediatamente e que custava R$ 20 mil.

O marido dela, José Antônio Gonçalves, trabalha como vendedor de roupas de cama, de porta em porta, e eles não tinham o dinheiro para pagar a operação.

“Na hora que soubemos do valor ficamos desesperados porque sabíamos que não dava para bancar esse custo. Mas depois começamos uma campanha nas redes sociais, fizemos um almoço para arrecadar dinheiro e quando pensamos em vender o carro, veio a ideia da rifa”, contou.

Operação -

A família conseguiu arrecadar o dinheiro e o Akonn foi operado no dia 8 de dezembro.

Atualmente, ele está em processo de recuperação. De acordo com Jéssica, o tratamento pós cirurgia vai durar, pelo menos, cinco anos.

“Agradecemos muito as pessoas que nos ajudaram e também a Isabel. Meu marido precisa do carro para fazer as vendas. É com esse dinheiro que paga todas as contas da nossa casa. Não sei nem como seria se ficássêmos sem o automóvel, mas naquela hora era o único bem que tínhamos para vender”, afirma Jéssica.

Já Isabel disse que não pensou duas vezes na hora de recusar o prêmio.

“Perdi meu filho em um acidente de trânsito aos 17 anos e não pude fazer nada. Por isso, vendo a luta dessa família, não medi esforços para ajudá-los, para que eles tenham a oportunidade de cuidar do filho deles”, disse.

 

RTVBrasil – André Bomfim com informações do G1.


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