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Começam a valer as novas regras para pagamento do cartão de crédito.

Começam a valer as novas regras para pagamento do cartão de crédito.


Começam a valer as novas regras para pagamento do cartão de crédito.

Começam a valer as novas regras para pagamento do cartão de crédito. Elas impedem que os consumidores fiquem eternamente presos ao crédito rotativo, mas é preciso ficar atento: os juros continuam altos.

Hoje em dia, não existe mais a história de carteira vazia, quem não tem dinheiro em papel, tem o de plástico. Isso dá a falsa sensação de que a gente tem o que não tem e a opção que aparece é pagar o mínimo da fatura. Só que quando o rotativo começa a girar além da conta, a roda da dívida pode acabar atropelando o orçamento.

Segundo a SPC Brasil, 52 milhões de brasileiros usaram o cartão de crédito em 2015. E nas contas da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs), os cartões de crédito representam 17,1% dos pagamentos no Brasil.

Uma mão na roda para quem controla os gastos direitinho, mas um perigo para quem não faz isso. E como cada vez mais pessoas têm usado o cartão de crédito, cada vez mais estamos correndo risco de passar por isso.

“15% das pessoas usam o rotativo do cartão de crédito. Isso é menor que o padrão internacional, mas os juros no Brasil são muito altos”, explica Thiago Alvarez, responsável pela pesquisa GuiaBolso.

Os juros batem na casa de quase 500% ao ano, então se começa a entrar no rotativo - pagar só o mínimo - é difícil sair. Por causa disso, o Banco Central determinou que a partir de agora, todo mundo só pode usar o rotativo durante 30 dias, coisa de emergência mesmo. Depois disso, ou paga tudo ou negocia um financiamento.

O perigo está no prazo. É que para pagar a dívida, a gente pode acabar fazendo um financiamento mais comprido, de 12 ou até 24 meses, e mesmo com taxas mais baixas, elas se acumulam ao longo do período e aí no fim desse prazo mais estendido, a gente pode acabar pagando mais juros do que se tivesse ficado poucos meses no rotativo do cartão.

O Procon lembra que nesses casos, depois de 30 dias, o banco estará financiando uma dívida que já teve juros altos cobrados.

"Está tudo muito duvidoso ainda, as coisas estão nas mãos dos bancos e não sabemos como eles vão proceder", explica Paulo Miguel, diretor-executivo da Fundação Procon.

 

 

Por J. Hoje.


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