RTV BRASIL seu guia de notícias online

Gilmar manda soltar mais três da máfia de Barata que controla transportes no Rio.

Gilmar manda soltar mais três da máfia de Barata que controla transportes no Rio.


Gilmar manda soltar mais três da máfia de Barata que controla transportes no Rio.

O ministro do Supremo Tribunal, Federal Gilmar Mendes, decidiu soltar mais três réus da Operação Ponto Final, uma fase da Lava-Jato que investiga um esquema de corrupção envolvendo empresas de ônibus, agentes públicos e políticos no Rio de Janeiro que, segundo o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, teria movimentado ao menos R$ 266 milhões entre 2010 e 2016.

Com esta nova decisão, já são nove réus que foram beneficiados por Gilmar Mendes.

Desta vez, o ministro mandou soltar Rogério Onofre, ex-presidente do Detro, que teria recebido R$ 41 milhões neste período para amenizar as fiscalizações sobre as empresas; a mulher dele, Dayse Deborah Alexandra Neves, acusada de enviar para doleiros o dinheiro da propina, e o policial civil aposentado, David Augusto Sampaio, acusado de ser homem de confiança do ex governador Sérgio Cabral no esquema. Somente Cabral, de acordo com as investigações, teria recebido R$ 128 milhões em propinas. Toda a vez que havia reajuste de tarifa de ônibus, o ex-governador e seu grupo recebiam prêmios em dinheiro, segundo a Polícia Federal e Ministério Público Federal.

Na última sexta-feira, Gilmar Mendes havia beneficiado por duas vezes o empresário de ônibus Jacob Barata Filho, herdeiro do “Rei do Ônibus do Rio de Janeiro”, e o presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro – Fetranspor, Lélis Teixeira, que deixaram a cadeia pública José Frederico Marquês, em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no sábado.

Foram duas decisões de Gilmar Mendes favoráveis a estes réus. A primeira foi derrubada pelo juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, mas o ministro do STF concedeu nova decisão em menos de 24 horas favorecendo o empresário de ônibus do qual foi padrinho da irmã no casamento.

No sábado, Gilmar Mendes soltou outros quatro réus do mesmo esquema: Cláudio Sá Garcia de Freitas, Marcelo Traça Gonçalves, Enéas da Silva Bueno e Octacílio de Almeida Monteiro.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu na segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal que declare a suspeição do ministro Gilmar Mendes no caso.

A procuradoria aponta diversos indícios de ligação de Gilmar Mendes com Jacob Barata Filho que iriam além de ser padrinho no casamento.

– Gilmar Mendes e a esposa Guiomar Mendes foram padrinhos de casamento de Beatriz Barata (filha de Jacob Barata) e Francisco Feitosa (do Grupo Vega de Transportes).

– Auto Viação Metropolitana, na qual Jacob Barata Filho tem 2,5% de participação, também tem como sócia a empresa FF Agropecuária que, tem como presidente Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, irmão de Guiomar Feitosa Lima de Albuquerque Lima Mendes, esposa de Gilmar Mendes.

– Relações por meio de advogados comuns entre as duas famílias

– Jacob Barata Filho tem em sua agenda de celular o contato gravado da esposa de Gilmar Mendes, Guiomar Mendes.

– Os contatos entre Jacob Barata e Chico Feitosa são recentes, mesmo depois do divórcio com Beatriz Barata

O ministro Gilmar Mendes reagiu às criticas dos procuradores e disse não haver nenhuma suspeição

“A minha mulher é tia do noivo. Era madrinha. Eu a acompanhei. Só. Não tenho qualquer relacionamento com a família (Barata). A primeira vez que os vi e isso foi só. Além disso, o casamento se desfez em seguida. O casal se separou. Eu não tenho nenhuma relação.” – disse o ministro logo depois da repercussão do caso.

 

RTVBrasil com informações do D. Transportes.


Comentários:

Mais Posts RElacionados

Últimas # Notícias

© 2017 - Copyrights RTV BRASIL. Todos os direitos reservados