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MBL será investigado. A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita e a Federação Nacional do Fisco ingressaram ação junto à Procuradoria Geral da República

MBL será investigado. A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita e a Federação Nacional do Fisco ingressaram ação junto à Procuradoria Geral da República


MBL será investigado. A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita e a Federação Nacional do Fisco ingressaram ação junto à Procuradoria Geral da República

O Movimento Brasil Livre (MBL) até hoje nunca prestou contas sobre a origem dos recursos financeiros usados na cruzada pelo impeachment de Dilma Rousseff.

A falta absoluta de transparência gerou várias suspeitas, inclusive a de que o dinheiro provinha de fundações empresariais dos EUA interessadas na desestabilização política do país e nas suas riquezas – como o pré-sal. Com a chegada ao poder do grupo político de Michel Temer e aliados, o movimento deixou de lado o tema da corrupção – e passou a defender bandeiras ultraconservadoras nos costumes e ultraliberais na economia. Além de atacar exposições de artes e artistas, o MBL virou garoto-propaganda das contrarreformas trabalhista e previdenciária.   

Agora, porém, talvez o grupo seja forçado a revelar suas fontes de sustentação. Nesta segunda-feira (11), a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita (Anfip) e a Fenafisco (Federação Nacional do Fisco) ingressaram com ação junto à Procuradoria Geral da República (PGR) para que sejam apuradas as possíveis conexões entre a propaganda oficial do governo pela aprovação da reforma da Previdência – que já foi considerada “mentirosa” por órgãos da Justiça – e os vídeos viralizados pelo MBL. Na avaliação das entidades, “a linguagem utilizada pelas divulgações explicita a relação de apoio, o que leva à necessidade de se investigar se o governo, direta ou indiretamente, financiou com recursos públicos o MBL”.

“O que se pretende investigar é o uso de recursos públicos para financiar por via obliqua propaganda do governo e a relação existente entre o Movimento e autoridades governamentais sobre todas as formas”, argumenta a ação jurídica. “Neste contexto, em que as estratégias de comunicação do governo ultrapassam os meios convencionais e passam a utilizar ações veladas, ofensivas não só a servidores públicos, mas a pessoas específicas, a ANFIP e a Fenafisco reiteram a importância de as instituições promotoras da Justiça, em defesa do bem da sociedade e do Estado Democrático de Direito, atuarem de maneira ampla e profunda em consideração ao conjunto da sociedade”. 

 

RTVBrasil com informações de Altamiro Borges .

 


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