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SER E ESTAR - Eis a questão fundamental de todo ser humano.

SER E ESTAR - Eis a questão fundamental de todo ser humano.

Quem sou eu? Eis a questão fundamental que todo ser humano tenta em vão ao longo de sua efêmera existência responder seja pela via da diversa Filosofia, da parcial Religião e/ou da limitada Ciência. Não seria eu tolo o suficiente a arvora-me a respondê-la nessas breves linhas, meu caro leitor.

Há uma enorme diferença entre "ser e estar". Se “ser” é verbo que dá sentido de existência e distingue características de uma pessoa ou coisa. “Estar” é verbo que discorre sobre o estado de uma pessoa e os momentos delimitados de uma ação. O “ser” é um estado permanente e o “estar” é um estado passageiro.

Nós nunca somente "somos" coisa alguma. Também sempre estamos, pois o que "estar" pode ser mudado, mas o que "é" não pode, em essência. Somente quem muda, sobrevive. Entretanto, somente quem mantém sua essência existe, resiste, vive.  Nós somos tão passageiros que não somos somente, também estamos. Contudo, em essência, trazemos um multiverso de existências em nossa vida. Portanto, também somos muitos ao sermos e estarmos nós.

Destarte, tudo isto entendido por todos nós, porém não deixarei minimamente de apresentar-me aos amigos leitores deste prestigioso meio de comunicação a qual ora honra-me singelamente contribuir periodicamente. Sou Wellington Gonçalves Nery, filho da permissiva América Latina, do Brasil profundo, do Nordeste resiliente, da Bahia interior. Com muito orgulho e dignidade, sou filho de Jequié, terra onde a caatinga e a mata são limítrofes, onde o amor e a dor calam fundo a alma sertaneja que verdejam olhares ao banhar-se no outrora caudaloso Rio de Contas.

Nós jequieenses somos a própria contradição. A própria impossibilidade. Mas aqui estamos, existindo, resistindo, pelejando. Somos a resiliência em estado latente. Estamos sempre em evolução e em involução. Num ir e vir constantes. Existimos e lutamos por sermos e estarmos sempre muito mais além do que a primeira impressão que o destino teima em nos impor. 

E eu sou tantos em um só. Sou o neto de Bide que assumiu ainda criança a liderança de sua família ao serem expulsos de sua terra de subsistência em Lafaiete Coutinho por bandoleiros durante o período da grande fome baiana. O garoto Bide naquele momento virou homem, arrimo de família, à frente de seu pai cego e seus quatro irmãos, já que sua mãe morreu no parto da menor que nasceu cega e o filho mais velho ganhou o mundo fugindo da miséria. Bide tornou-se o “pedreirinho de Conquista”, o único a edificar corretamente a ponte antes torta para a Magnesita em Brumado.

Bide que fundou em Jequié a 1ª Igreja Batista e a Igreja Betânia e com seu exemplo edificou almas. Foi o primeiro telefonista de Jequié e numa cidade sitiada em 1930, era o único a ter acesso ao prefeito e ao juiz da época por ser o “menino de recado” de confiança. Sou o neto de Jale, a lavadeira do Rio de Contas, a doceira de mão cheia, a costureira que bordou na mente e nos corações da família a necessidade de crescer via a educação formal, única forma decente de se crescer nessa vida para ser “gente” e ganhar o mundo.

 

Sou ainda o neto do lavrador Miguel que nasceu filho da tradicional família cacauicultora e política Vieira Nery, em Ipiaú e com seu exemplo e sua religiosidade católica conquistou o respeito de todos os seus 11 irmãos e descendentes, sendo exemplo até mesmos para a sua irmã Floripes, a freira São Miguel de 99 anos, a mais velha do Brasil que vive no Convento das Doroteas, em Salvador. Sou neto de Léli, mulher guerreira que acaba de nós deixar aos 99 anos, quatro meses e oito dias de uma existência plena em sabedoria e exemplos de garra, fé, força, superação e resiliência.

Eu sou o filho de Dilton Nery, homem múltiplo, que quando adolescente na década de 60 saiu de Ipiaú para vencer no Rio de Janeiro. Lá foi de tudo um pouco. Jogador de futebol pelo Flamengo e pelo Olaria, garçom na Churrascolândia, chefe de cozinha no estaleiro Escavagina – o maior da América Latina à época, soldado do Exército Brasileiro, homem de confiança do Almirante Aires, comandante da Marinha Brasileira à época, o “baianinho” das noites boêmias de Copacabana, o ex-secretário de Saúde de Jitaúna e o hoje o aposentado servidor público da área de saúde. O comunicador nato.

Orgulho-me ainda em ser filho da enfermeira e professora Ivone Nery, pioneira em tudo na vida. Quando todas as meninas eram “do lar” em sua época, ela aos nove anos já “dava” banca e alfabetizava pelo antigo Mobral. Fez científico quando o “normal” era fazer magistério. Militou quando estudante o antigo Instituto Educacional Régis Pacheco contra a Ditadura Civil-Militar em Jequié. Literalmente comeu páginas de livros sob uma baioneta de um milico brucutu qualquer por ler autores que eram proibidos.

Passou em Medicina na UFBA e abandonou o curso por discordar das condições em que os estudantes estavam expostos na Casa de Jequié na capital baiana (drogas, sexo e tudo mais). Voltou a Jequié a tempo de ser pioneira na fundação do Hospital Geral Prado Valadares onde trabalhou na parte administrativa. Dalí saiu e também fundou a então 13ª Dires onde concursada foi vice diretora em várias oportunidades.

Na chegada do Curso de Enfermagem na UESB em Jequié foi da primeira turma em 1982. A primeira da família Gonçalves a ter formação universitária, sendo exemplo para hoje tantos pós-doutores e doutores na família. Graduada foi da primeira turma de Pós-Graduação Lato Sensu na área de saúde em Jequié. Pioneira ainda no curso de Pós-Graduação Stricto Sensu em Memória da UESB com a UNIRIO.

Em Jequié implantou o Programa Agentes Comunitários de Saúde (PACS), o  Programa Saúde da Família (PSF) e a Municipalização Plena na área de Saúde. Como pesquisadora e professora universitária na UESB além de ministrar aulas de Metodologia Científica nos Cursos de Enfermagem, Odontologia, Farmácia, Educação Física, Fisioterapia, implantou o curso de Medicina, sendo sua primeira coordenadora. A professora Ivone Nery é uma pesquisadora reconhecida internacionalmente com estudos publicados mundo afora nas áreas de saúde, de metodologia, de qualidade de vida e da espiritualidade.

 

Sou Wellington Gonçalves Nery, orgulhosamente o pai de João Pedro – minha benção, minha evolução, minha vida. O presente que Deus me ofertou. Sou jornalista, professor, poeta, escritor e servidor público estadual. Bacharel em Comunicação Social – Jornalismo. Pós-Graduado em Metodologia do Ensino Superior. Pós-Graduado em Comunicação em Saúde. Pós-Graduado em Gestão de Pessoas.

Comecei minha vida profissional na área de Comunicação Social atuando como assessor de comunicação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Ainda no Rio de janeiro atuei na agência de comunicação Monte Castelo Ideias.

Ao retornar para Jequié atuei como jornalista na Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Jequié. Como professor, ministrei as disciplinas História, Filosofia, Sociologia e Jornalismo Escolar no Ensino Fundamental e Médio do Colégio Estadual Luiz Navarro de Brito. Fui diretor de Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Jequié.

Fui ainda assessor de Comunicação, membro da Comissão Própria de Avaliação e professor da Faculdade de Tecnologia e Ciências quando lecionei nos cursos de Administração as disciplinas Comunicação Gerencial e Comunicação Publicitária; fundador do curso de Comunicação Social - Jornalismo e Publicidade e Propaganda onde ministrei as disciplinas Introdução ao Estudo da Comunicação, Comunicação Comparada e Teoria do Jornalismo e no curso de Enfermagem ministrei as disciplinas Informática Aplicada à Saúde, Bioinformática, Metodologia da Pesquisa I, Trabalho Interdisciplinar Dirigido II, Trabalho Interdisciplinar Dirigido IV, Liderança e Empreendedorismo e Pesquisa Orientada II.

Fui atleta de Futsal em Jequié e diretor presidente do Grêmio Estudantil do CEMS. Fui assessor de imprensa da Campanha Social A vida tem a cor que a gente pinta! promovida pela FTC e pela UESB. Fui assessor técnico do Grupo Ecológico Rio das Contas. Fui Coordenador de Comunicação do Instituto Brasileiro do Agronegócio Caprino e Ovino.

Fui assessor de Imprensa da Câmara de Comércio e Indústria Brasil Nordeste República Democrática do Congo. Fui ainda conselheiro do Conselho Comunitário de Jequié e do Conselho de Cultura de Jequié. Fui vice presidente da Comissão do Conselho Comunitário de Jequié Pró Criação da UNERC. Fui idealizador, editor e colunista da Revista Contexto Regional.

Promovi e coordenei o I Concurso Literário Jornalista Wellington Nery e a I Semana Cultural do Colégio Estadual Luiz Navarro de Brito. Fui professor da disciplina Comunicação em Saúde no curso de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UESB. Fui membro e coordenador da Defesa Civil de Jequié. Fui diretor do Diário Oficial da Câmara Municipal de Jequié. Fui secretário Municipal de Relações Institucionais e Comunicação Social de Jequié.

Como jornalista, publiquei no Jornal A Tarde. Editei o Blog Jornalista Nery e foi colunista da Revista Jequié Repórter, Jornal de Jequié, Revista Contexto Regional, Site Jequié Total, Blog Falando na Lata, Informativo dos Supermercados Cardoso, Jornal Novos Tempos, Jornal Outro Papo, Jornal O Ecológico, Jornal Livre Arbítrio, Jornal A Folha, Revista Perfil, Revista Muito Mais, Revista Atual e Facha News, dentre outros veículos impressos e eletrônicos.

Sou consultor de Comunicação Social e de Marketing Político. Estou vice presidente da Associação Jequieense de Imprensa. Estou coordenador da Assessoria de Comunicação da UESB – Campus Universitário de Jequié. Estou membro do Conselho Universitário, do Conselho de Campus, da Comissão Orçamentária e da Comissão Estatuinte da UESB. Sou pesquisador do Grupo de Pesquisa Política, Planejamento e Gestão em Saúde (PPGS) da UESB.

Sou filiado ao AFUS – Sindicato dos Servidores Técnicos e Analistas da UESB. Sou filiado ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Bahia (Sinjorba), a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ). Sou jornalista da Revista Eletrônica da UESB. E estou prazerosamente colunista da Revista Bahia 3 – impressa e eletrônica e do portal RTV Brasil. Prazer em conhecê-los!

A coluna Singular & Plural é um espaço para o exercício da livre expressão intelectual de um monitor independente do universo humano. Um homem que pensa e dialoga com seu tempo, seu espaço, sua gente, em suas múltiplas linguagens, em suas diversas plataformas, trocando experiências, já que entendemos ser o conhecimento um construto coletivo, rico e belo, pois diverso. Convidamos a todos para navegarem nesse novo paradigma de espaço/tempo onde a distância se torna um mero instante entre o silêncio e a palavra. E desde já, agradecemos aos nossos leitores pela crescente interação com esse nosso espaço plural de liberdade e co-responsabilidade.

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