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Bahia chega ao Ba-Vi com defesa sólida e esquema imutável

Bahia chega ao Ba-Vi com defesa sólida e esquema imutável


Bahia chega ao Ba-Vi com defesa sólida e esquema imutável

Difícil encontrar algum torcedor que não tenha na ponta da língua a escalação e o esquema tático utilizado por Guto Ferreira no Bahia. Desde que chegou ao clube, em meados da Série B, o treinador não abre mão de jogar no 4-2-3-1, provavelmente o desenho mais utilizado pelos clubes brasileiros, variando apenas no modo de jogar de cada um. E é com ele que Guto segue convicto para enfrentar o Vitória neste domingo, no primeiro clássico do ano, tendo em mãos uma equipe com virtudes e defeitos. 

Esquema tático Bahia - Ba-Vi (Foto: Reprodução)
Bahia no tradicional 4-2-3-1 (Foto: Reprodução)

 

O setor de volantes, sem dúvidas, foi o mais reforçado pelo clube. Além de Juninho, Renê Junior e Feijão, que permaneceram na equipe, a diretoria tricolor contratou os elogiados Edson, do Fluminense, e Matheus Sales, do Palmeiras. Mas ninguém imaginava que Juninho, principal destaque do time no acesso à Série A e cobiçado pelo Internacional, fosse perder a vaga de titular. Foi justamente isso o que aconteceu. 

O técnico tricolor sofreu um duro golpe quando perdeu Edigar Junio por lesão ainda na pré-temporada. O motivo é simples: não havia, até a chegada de Maikon Leite, jogadores no elenco com as características do atacante. Edigar tem força, habilidade e velocidade, elementos fundamentais a quem utiliza o 4-2-3-1, porque são jogadores assim que vencem duelos no um contra um e ajudam a quebrar as linhas do sistema defensivo do adversário. 

Sem Edigar, a opção natural, como Guto fez, era montar a linha de três meias com Régis, Zé Rafael e Allione. O problema é que o argentino passou um período no departamento médico, e o treinador foi obrigado a escalar Diego Rosa, que foi importante e contribuiu com alguns gols, mas não está no mesmo nível dos outros atletas. 

DESTRINCHANDO O BAHIA ATUAL

A solidez do sistema defensivo tricolor salta aos olhos. Guto montou uma equipe muito ajeitada na defesa, com as linhas bem organizadas e volantes que fazem intensa pressão no portador da bola. Além disso, três defensores vivem ótima fase tecnicamente: os zagueiros Tiago, o principal deles, Éder e Jackson (este último se machucou e abriu vaga para o prata da casa no time titular); o lateral Eduardo também tem bom desempenho defensivo; Jean está em excelente fase. O resultado dessa consistência são sete gols sofridos em 19 partidas, uma média de 0,36 por jogo. 

O time de Guto Ferreira, desde o ano passado, tem a virtude de controlar a maioria dos jogos e ditar o ritmo da partida. O problema é que o Tricolor tem imensa dificuldade de romper o último terço do campo e criar situações efetivas de gol. Faltam soluções criativas para agredir o adversário de maneira contundente. Os atletas são estimulados a abrir o jogo para os lados do campo para trabalhar com laterais e pontas. 

Quando os meias que jogam abertos pelas pontas aparecem para jogar por dentro, o Bahia ganha uma opção ofensiva muito forte. O argentino Allione faz muito bem esse papel, mas Zé Rafael também tem qualidade para fazê-lo. Ambos os jogadores não têm como característica a velocidade e o drible, mas sim qualidade no passe e inteligência para ocupar espaços. 


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