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Prefeitura de Jequié simula licitação, faz acordo com vereadores, 12 pessoas foram contratadas para uma mesma função, apenas uma trabalhava, sobrinhos da ex-vereadora, acusados de receber sem trabalhar

Prefeitura de Jequié simula licitação, faz acordo com vereadores, 12 pessoas foram contratadas para uma mesma função, apenas uma trabalhava, sobrinhos da ex-vereadora, acusados de receber sem trabalhar


Prefeitura de Jequié simula licitação, faz acordo com vereadores, 12 pessoas foram contratadas para uma mesma função, apenas uma trabalhava, sobrinhos da ex-vereadora, acusados de receber sem trabalhar

Um acordo entre a prefeitura de Jequié, no sudoeste, e vereadores, em 2013, na gestão Tânia Britto, permitiu que escolas e unidades de saúde “contratassem” servidores fantasmas. O esquema foi revelado nesta terça-feira (5) na Operação Melinoe, deflagrada pela Polícia Federal e Controladoria Geral da União (CGU). De acordo com o superintendente da CGU na Bahia, Ronaldo Machado, as distorções foram flagradas em escolas do município. Em uma delas, 12 pessoas estavam contratadas para uma mesma função [serviços gerais], mas, na verdade, apenas uma trabalhava.

“A prefeitura loteou as unidades escolares e de saúde para os vereadores. Uma forma de conseguir apoio politico. Só que esses pontos eram loteados por indicações de pessoas que não necessariamente trabalhavam”, disse Machado. Ainda segundo o superintendente da CGU no estado, diretores de escolas denunciavam o caso, mas as ações eram neutralizadas por vereadores que queriam que o esquema perdurasse.

“Quando um diretor de escola ou de posto de saúde colocava a situação, recebia pedidos da vereadora para deixar os funcionários lotados”, completou. Machado também afirmou que folhas de pagamento eram extraviadas para não depor contra os funcionários irregulares.

A ex-vereadora de Jequié, apontada como uma das acusadas na Operação Melinoe, provavelmente foi ouvida nesta terça-feira (5). Segundo apuração do RTVBrasil, se trata de Meire Lopes. Atualmente, ela é suplente na Câmara de Vereadores da cidade. Os sobrinhos da ex-vereadora, acusados de receber sem trabalhar, serão ouvidos em Salvador, onde residem.

Um vereador, ainda não identificado, prestará depoimento na quinta-feira (7), dentro da investigação que apura o envolvimento de outros edis, do secretário de Educação municipal e empresários. À época, do começo da apuração, quem governava a cidade era a prefeita Tânia Britto (PP). Segundo o Superintendente da Controladoria Geral da União (CGU) na Bahia, Ronaldo Machado, a empresa terceirizada que agia de forma fraudulenta é denominada de Terceira Visão. Um pregão feito em 2013 deu início à atuação da terceirizada no município, contrato que era “renovado todo ano”.

Conforme o delegado federal Rodrigo Kolbe, a licitação da qual a Terceira Visão participou também foi simulada. “Na verdade, houve uma simulação de competição, já que as outras duas empresas que participaram da suposta concorrência eram de fachadas. Só para se ter ideia, o proprietário da empresa vencedora era contador da outra participante, que não existia”, explicou o delegado. De acordo com a Melinoe, entre 2013 a 2017, a empresa acusada recebeu o montante de R$ 63 milhões da prefeitura de Jequié. Desse total, R$ 7 milhões, já identificados, são correspondente a recursos federais, especificamente de precatórios [dívidas judiciais] do Fundef [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério] recebido pelo município. Até o momento, tomando como base os anos 2016 e 2017, o prejuízo estimado é de mais de R$ 1,5 milhão.

RTVBrasil com informações do BN, Francis Juliano e fontes do RTVBrasil.


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