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Cientistas brasileiras conseguem reverter esclerose com células-tronco

Cientistas brasileiras conseguem reverter esclerose com células-tronco


Cientistas brasileiras conseguem reverter esclerose com células-tronco

O transplante de células-tronco em pacientes com esclerose sistêmica induziu à produção de novas células e levou à remissão da doença, ou seja, que não há sinais de atividade dela.

A constatação foi feita por uma pesquisa no Centro de Terapia Celular (CTC) do Hemocentro e da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP.

Os resultados da pesquisa – que teve participação de pesquisadores da USP, com apoio de da Universidade Paris Diderot, da França – foram publicados na revista Blood Advances, da American Society of Hematology, em janeiro.

Esclerose sistêmica é uma doença reumática crônica. Ela provoca um excesso de produção de colágeno e de outras proteínas em vários tecidos e causa inchaço, seguido pelo espessamento e endurecimento da pele nas extremidades dos dedos.

Uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo é a professora da Divisão de Imunologia Clínica Departamento de Clínica Médica da FMRP, Maria Carolina de Oliveira.

Ela conta que o transplante de células-tronco já tem sido usado em diversos países para o tratamento de pacientes com formas graves de esclerose sistêmica.

Os remédios -

Entretanto, os estudiosos ainda mantêm dúvidas quanto às medicações a serem usadas durante o transplante e os efeitos do procedimento sobre o sistema imunológico, por isso, é destacada a importância da descoberta recém-publicada.

“Sabíamos que o transplante provocava melhora das manifestações clínicas da esclerose sistêmica, mas ainda não havia um estudo completo avaliando os efeitos do transplante sobre as células do sistema imunológico. Nosso estudo mostra que o transplante, da forma que é realizado, provoca uma renovação do sistema imunológico, que dura muitos anos”, explica a responsável pela pesquisa.

Maria Carolina ainda diz que também foi observado que nos 20% dos pacientes que reativaram a doença após o transplante, essa renovação imunológica não foi observada.

“Isso é importante porque guia os futuros tratamentos. Podemos substituir ou acrescentar outros medicamentos ao transplante para torná-lo ainda mais eficaz”, declara a pesquisadora.

Atualmente, esse tipo de transplante é realizado em Ribeirão Preto, um dos principais centros de tratamento para esclerose sistêmica do Brasil, onde já foram transplantados quase 90 pacientes.

“Competimos com o resto do mundo em experiência. Gostaríamos que esse transplante fosse realizado por outros centros do País, mas para isso é preciso que seja aprovado como tratamento-padrão pelo Governo brasileiro”.

“Embora a esclerose sistêmica seja uma doença rara, os tratamentos convencionais disponíveis têm eficácia limitada e há muitos pacientes na fila”, comenta a pesquisadora.

 

RTVBrasil – André Bomfim com informações da Revista Revide.


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